quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Não que seja importante, mas fiz um twitter

http://twitter.com/welkerilhos

Ao menos o cereal não me processou ainda...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Haicai de Um Dia Perdido de Verão

Há tempos não choro
E as pessoas sentem sede
Culpado é esse Sol...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Típicos Comentários que uma Mãe Faria

– Filho, quem é essa mulher barbada estranha?

– É o Lenine, mãe.

– Ah tá...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Saíndo do Armário

– O que você acha tá fazendo?

– Arrumando meu armário.

– Você entrou aí dentro pra arrumar seu armário?

– É difícil arrumar o armário quando se está fora dele, não?

– Mas não precisa entrar aí dentro pra arrumar ele.

– Mas aí eu não estaria arrumando ele direito.

– E existe um jeito certo de arrumar armário?

– Pra mim, sim. É como um ritual... eu vejo o que há de inútil nele, praticamente nada, dou aquela passadinha de perfume, pra disfarçar o cheiro de velho e guardo de volta.

– Você é estranho...

– O Prince deve fazer a mesma coisa... e ninguém chama ele de estranho.

– Claro que não... estamos falando do Prince! Trocou de nome, não quis ser mais chamado de Prince, fez um filme apelativo ao extremo e mesmo com o estilo Little Richards ainda fala que não é gay!

– Vou ter que fazer um remake de “Purple Rain” pra você me deixar em paz?

– Não... deixa quieto... só espero que não tenha comida nesse buraco negro que você chama de armário.

– Não, já comi tudo que tinha.

– Uma palavra... eca!

– Só tinha um doce de amendoim e duas barras de cereal.

– Espera... essas barras não são aquelas de 2006, quando você ia ficar fora o dia inteiro por causa da prova, né?

– Não sei... mas comi.

– Nossa, eu vou sair daqui.

– Ok, tchau. Agora voltemos ao armário... Hum, bala de goma sabor limão selvagem. O verde está atraente!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Era uma Vez no Zoológico...

– Mamãe, que bicho é aquele na árvore?

– Aquela é uma coruja.

– Parece a vovó!

– Hum... parece mesmo a mãe do seu pai...

– E que bicho é aquele?

– Aquele é o javali.

– Parece o titio!

– É... parece com o irmão do seu pai mesmo...

– Mamãe, que bicho é aquele?

– Aquele ali é um avestruz.

– Ah sim...

– Não vai dizer com quem ele se parece?

– Não posso.

– Por que?

– Se eu disser, vou ficar amassado como aquele bicho ali.

E a criança aponta para o tanque do tubarão martelo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O Motivo de se Ter um Blog...

Seis da tarde. Fila quilométrica no mercado. Eu, com a pressa mais infernal do mundo, a mercê de um atendente de caixa inexperiente e uma velhinha cheia de moedas. Cinco minutos se passam... dez minutos... quinze minutos. Ambos não se movem. Tento ouvir o dilema em que se encontravam.

– Dois e dezoito, senhora. – dizia o moleque do caixa.

– Como é? Quanto falta? – resmungou a senhora, abrindo a bolsinha de moedas e espalhando-as pelo balcão.

Gente apressada e gente bêbada não responde por seus atos, e como não bebo nada há 3 meses (graças a Deus e ao AA), meu caso foi o primeiro. Saí do meu lugar na fila, fui até o caixa e soltei:

– Moço, faltam dois e dezoito pra fila andar? É isso? Toma, eu pago pra ela!

O moleque do caixa riu.

– Não, não... estou dizendo pra ela que dois e dezoito é o troco.


Resumo: Perdi lugar na fila, levei mais meia hora pra passar no caixa e tive que agüentar os risos abafados do pessoal da fila.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Momento Mãe e Filho II

(o primeiro aqui, http://cesto-lixo.blogspot.com/2009/01/momento-mae-e-filho.html)

– Ei filho, o que é isso na sua perna?

– Não sei.

– É um machucado?

– Não sei...

– Você apertou a perna em algum lugar?

Respirei fundo e disse.

– Não sei.

– Bom, se não quer falar, tudo bem...

– Mas eu disse que não sei!

– E como uma mancha dessas aparece na sua perna?

– Bom, eu vou falar bem devagar e com bastante clareza... eu não sei!

– Ok filho, quer por algo nisso?

– Hum... não sei...

– Vamos longe com isso, hein!

– Não, não precisa, já tá sumindo.

– Você quem sabe... ou melhor, não sabe.

– Certo. Ei, me empresta cinco reais pra comprar meu leite de soja?

– Não sei.

– É, eu mereci esta.